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A partir de agora, pacientes que apresentarem febre, mais algum sintoma respiratório, e que tenham viajado para países do leste asiático, serão considerados como casos suspeitos para coronavírus. Até agora, o Ministério da Saúde só estava considerando como suspeito o paciente que apresenta um dos sintomas e que tenha viajado para a China. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que a chegada do Carnaval contribuiu para o aumento da vigilância, e também que o aumento de ocorrência em quatro países tem preocupado a pasta. São eles Japão, Coreias do Sul e do Norte e Singapura. Ele informou que serão incluídos Vietnã, Tailândia e Camboja na lista de países para aumentar a vigilância. A mudança de parâmetro ocorreu devido ao aumento de 14% no número de casos novos fora da China em apenas um dia. A Coreia do Sul tem 204 casos confirmados, o Japão tem 107 casos, Singapura, 85; a Tailândia apresenta 35 casos; o Vietnã tem 16, enquanto o Camboja tem um caso. Aqui no Brasil o caso suspeito de quinta-feira, de uma criança de 2 anos em São Paulo, foi descartado. O Ministério da Saúde continua investigando apenas uma ocorrência no país, desta vez no Rio de Janeiro: uma mulher de 21 anos que viajou recentemente à China. O Brasil permanece sem registro confirmado do novo coronavírus. No total, no mundo, são mais de 76 mil casos, com mais de 2,2 mil mortes, sendo 2.144 delas na China. Mas quase 19 mil pacientes foram curados.

Ministro do TST Ives Gandra Martins Filho (centro), durante reunião com representantes da Petrobras e dos trabalhadores — Foto: Laís Lis/G1

O ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), informou nessa sexta-feira (21) que a Petrobras e os trabalhadores chegaram a um acordo para pôr fim à greve da categoria.

Nesta quinta (20), a greve completou 20 dias e foi suspensa para que fosse realizada audiência de conciliação.

Segundo o ministro do TST, o acordo para pôr fim à greve prevê:

  • metade dos dias parados será descontada;
  • a outra metade dos dias terá de ser compensada;
  • a multa aplicada aos sindicados foi reduzida de R$ 58,5 milhões para R$ 2,47 milhões;
  • a Petrobras vai suspender a aplicação da nova tabela de turnos, que passará a ser feita pelos trabalhadores;
  • na próxima quinta (27) haverá uma reunião para discutir as demissões na Araucária Nitrogenados (Ansa), subsidiária da Petrobras.

Ives Gandra deu as informações após mediar uma audiência de conciliação entre a empresa e os trabalhadores, em Brasília.

“Conseguimos resolver a questão da tabela de turnos, conseguimos resolver também, de certa forma, a questão de dias parados e a questão das multas e agora ficou para quinta-feira que vem uma mesa de negociação em relação a questão da Ansa”, disse o ministro.

A paralisação da categoria começou em 1º de fevereiro. Os trabalhadores da Petrobras pedem a suspensão das demissões na Ansa. Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), as demissões afetaram mais de mil famílias.

A Petrobras já anunciou a “hibernação” da fábrica, isto é, a interrupção da produção no local. De acordo com a estatal, a fábrica tem apresentado recorrentes prejuízos desde que foi adquirida, em 2013.

“De janeiro a setembro de 2019, a empresa gerou um prejuízo de cerca de R$ 250 milhões e a projeção para 2020 é de prejuízo superior a R$ 400 milhões”, informou a Petrobras em janeiro deste ano, ao anunciar a decisão.

Segundo Ives Gandra, o fechamento da empresa dificilmente será revertido, mas na reunião do dia 27 serão discutidas eventuais vantagens para os trabalhadores demitidos e o reaproveitamento de trabalhadores pela Petrobras.

“A expectativa é nós conseguirmos dar um encaminhamento que satisfaça trabalhadores, que resolva o problema da empresa, mas, agora, dificilmente poderemos reverter a questão da empresa voltar a funcionar porque ela está realmente desativada. O que estou me propondo a fazer é negociar o que é possível em termos de vantagem para os trabalhadores e eventual aproveitamento de algum trabalhar pela empresa”, explicou o ministro.

Após o anúncio de Ives Gandra, a Petrobras divulgou uma nota (leia a íntegra ao final desta reportagem) na qual disse ter tomado as medidas necessárias para garantir a segurança dos empregados e das instalações e a manutenção da produção durante a greve.

Falta de negociação

Segundo os petroleiros presentes à reunião desta sexta, um dos motivos da greve foi a falta de negociação com a Petrobras, o que foi resolvido na audiência de conciliação no TST.

“Desde o começo, a pauta da greve era a abertura de negociação sobre o fechamento da fábrica. Isso foi feito hoje”, afirmou Cibele Vieira, diretora da FUP.

“Somente o fato dessa greve histórica ter conseguido arrancar um espaço de negociação, que a empresa não queria fazer, não queria exercer, é sim uma vitória para nós estarmos avançando no processo de negociação do acordo coletivo de trabalho”, acrescentou Deyvid Bacelar, também diretor da FUP.

O caso no TST

Na última segunda (17), Ives Gandra atendeu a um pedido da Petrobras e considerou a greve abusiva e ilegal.

Na ocasião, o ministro também autorizou a estatal a tomar “medidas administrativas cabíveis”, como cortes de salários e sanções disciplinares.

A categoria, no entanto, anunciou que a greve continuaria e que iria recorrer da decisão.

Um dia depois, na terça (18), Ives Gandra informou que aceitaria mediar as negociações, desde que os trabalhadores suspendessem a greve. A categoria, então, decidiu suspender temporariamente a paralisação.

Íntegra

Leia a íntegra da nota divulgada pela Petrobras

Mediação no TST: Petrobras e sindicatos chegam a acordo e greve acaba

Nesta sexta-feira (21/02), a Petrobras e as entidades sindicais participaram de reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) com o ministro Ives Gandra. Após negociação, chegou-se ao seguinte acordo sobre os principais pontos:

Tabela de turno: A Petrobras manterá a tabela de turno implantada em 01/02/2020. Os sindicatos se comprometeram a apresentar propostas de novas tabelas que atendam aos requisitos legais. Após assinatura de acordo, a Petrobras terá 25 dias para implementá-las.

Plano de hibernação da ANSA: Foi agendada nova reunião com a ANSA e o Sindiquímica-PR para 27 de fevereiro às 10h.

Descontos dos dias parados: Os dias parados serão descontados integralmente: 50% descontados dos salários e os outros 50% do banco de horas com compensação no prazo máximo de 180 dias.

Aplicação de multa às entidades sindicais: Foi autorizada a retenção pela Petrobras das mensalidades das entidades sindicais no valor de R$2.475.812,25 a título de multa.

Durante o período de paralisação, a Petrobras tomou todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos empregados e das instalações e a manutenção da produção. Isso só foi possível graças à dedicação e ao empenho dos empregados das equipes de contingência.

Fonte: G1

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