A FISIOTERAPIA NO CONTEXTO PÓS-OPERATÓRIO – Cinthia Moreno

A FISIOTERAPIA NO CONTEXTO PÓS-OPERATÓRIO –

Os tumores ósseos representam aproximadamente 5% dos cânceres que ocorrem na infância e na adolescência, mas causam grande impacto na vida do paciente acometido e seus familiares. Apesar da pouca incidência, o osteossarcoma é o tumor ósseo mais comum na faixa de 0 a 19 anos. A dor e o aumento de volume no local são um dos primeiros sinais e sintomas e já causam uma repercussão na saúde, podendo limitar atividades como andar e manter-se em pé.

O tratamento é feito por meio de protocolos de quimioterapia e cirurgia para retirada do tumor. Em alguns casos, é realizada a amputação; em outros, é possível a preservação do membro. Um dos procedimentos possíveis é a substituição da parte óssea acometida por uma endoprótese.

A atuação da fisioterapia deve iniciar cedo, desde o momento do diagnóstico. Os objetivos são: evitar contratura no membro afetado; manter ou fortalecer a musculatura do membro inferior contralateral e dos membros superiores; preservar ou melhorar o padrão respiratório; treinar marcha com auxílio de muletas, sem o apoio sobre o membro em questão (o paciente não deve realizar descarga de peso, ou seja, não pode andar colocando o pé no chão para evitar fraturas); e, por fim, orientar quanto ao tipo de procedimento cirúrgico e fisioterapêutico pós-operatórios.

Para isso, são realizados exercícios de mobilidade, de resistência no membro contralateral e membros superiores, respiratórios, alongamentos, e treino de marcha com muletas. Na fase de pós-operatório imediato, os pacientes são orientados a posicionar o membro operado com elevação, sem rotação, para evitar edema e posicionamento inadequado que causa o encurtamento muscular. Depois, os exercícios devem ter como objetivo o ganho progressivo da amplitude de movimento do joelho, da força muscular e do treino de marcha com descarga de peso parcial sobre o membro operado, evoluindo para descarga total. Também é realizado treino de equilíbrio.

Em alguns casos, dependendo do procedimento cirúrgico, o paciente permanece, por várias semanas, com uma órtese de posicionamento, para que o joelho permaneça em extensão. Nessas situações, deve-se ter maior cuidado com os exercícios de mobilidade e fortalecimento, além do treino de marcha, pois a estrutura óssea e os músculos estão frágeis.

Durante todo o tratamento de reabilitação, deve ser prestada assistência integral ao paciente com osteossarcoma. O fisioterapeuta deve estar atento a qualquer alteração e necessidade apresentada pelo paciente, a fim de fazer os devidos encaminhamentos aos outros profissionais da equipe que cuidam e tratam deste. Isso para que o assistido tenha completa restauração da saúde e reinserção social com funcionalidade e qualidade de vida.

 

 

Por Cinthia Moreno – Fisioterapeuta DA Casa Durval Paiva, CREFITO 83476-F

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