A CLASSE HOSPITALAR E OS DESAFIOS DE UM ACOMPANHAMENTO EDUCACIONAL REMOTO – Sandra Fernandes da Costa

A CLASSE HOSPITALAR E OS DESAFIOS DE UM ACOMPANHAMENTO EDUCACIONAL REMOTO –

A Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2017), como um documento norteador da Educação Básica, prevê o uso de tecnologias em sala de aula, mencionada como um dos pilares importantes voltado para a inserção da cultura digital na escola. Entretanto, a educação se encontra em meio a um grande desafio, que consiste na implementação efetiva desses recursos.

Buscar estratégias que visam elaborar um vínculo das novas tecnologias à proposta de ensino aprendizagem de crianças e adolescentes em tratamento oncológico, também consiste em uma prática desafiadora. Lidar com alunos hospitalizados que necessitam de uma mediação pedagógica presencial por meio de estímulos que os ajudem a superar seus problemas, suas angústias e suas dores, favorecendo a sua cura e reinserção social, requer estratégias de ensino que os levem a ser protagonistas da sua própria aprendizagem.

O cenário atual, voltado para a pandemia do novo Coronavírus (COVID-19), está apenas antecipando uma tendência do futuro: a inserção das novas tecnologias no processo educacional. Para que os professores venham a desempenhar bem o seu papel, se faz necessário planejamento e treinamento adequado, sendo essencial a formação continuada de professores voltada para o uso das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (NTICs). Como parte integrante desse processo, precisamos fazer parte dele, mas com qualidade.

A Classe Hospitalar e Domiciliar da Casa Durval Paiva vem desempenhando como medida emergencial de acompanhamento educacional remoto, um acolhimento com os alunos/pacientes, utilizando a rede social WhatsApp, os smartphones e a internet, para manter um vínculo educacional e de suporte às atividades enviadas pelas escolas onde estão matriculados.

A medida emergencial adotada nos expõe ao desafio de manter nossos alunos interessados em receber os direcionamentos educacionais de uma forma não convencional. Pois sabe-se da resistência de alguns em receber o suporte educacional presencial, porque o tratamento oncológico os deixa por vezes bem fragilizados e indispostos. Porém, seguiremos na tentativa de buscar a partir daí, avaliar a aceitação do serviço e fazer os ajustes ao longo do processo.

Sendo assim, diante da necessidade de garantir o direito de continuar a escolarização dos alunos/pacientes cadastrados na instituição, os recursos tecnológicos vêm como um importante suporte para professoras e alunos, pois buscam proporcionar novas formas de aprendizagem no enfrentamento aos desafios e amenizar os prejuízos educacionais em um momento que as aulas presenciais não têm previsão de serem retomadas.

 

 

Sandra Fernandes da Costa  – Coordenadora Pedagógica da Casa Durval Paiva

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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