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‘A Caipirinha’, de Tarsila do Amaral, é leiloada por R$ 57,5 milhões, maior valor já pago por uma obra brasileira em venda pública

Obra “A Caipirinha”, de Tarsila do Amaral, leiloada em SP nesta quinta (17). — Foto: Divulgação/Bolsa de Arte

O quadro “A Caipirinha”, da artista plástica Tarsila do Amaral, foi leiloado nessa quinta-feira (17) por R$ 57,5 milhões e bateu o recorde de preço pago por uma obra em venda pública no Brasil, segundo a Bolsa de Arte de São Paulo.

O leilão da obra durou cerca de 15 minutos e tinha o lance mínimo de R$ 47,6 milhões. Após 19 lances, a obra foi vendida por R$ 57,5 milhões, estabelecendo um novo recorde para a arte brasileira.

O recorde anterior pertencia ao pintor Alberto da Veiga Guignard (1896-1962), cuja tela ‘Vaso de Flores’ foi arrematado em 2015 por R$ 5,7 milhões, e do quadro “Superfície Modulada nº 4”, de Lygia Clark, que alcançou R$ 5,3 milhões em 2013.

Adquirida por um colecionador brasileiro, ‘A Caipirinha’, de 1923, deverá permanecer no país. Antes da entrega ao novo comprador, o público tem ainda uma última chance para conhecer ao vivo a obra da pintora modernista brasileira, que fica em exposição até esta sexta-feira (18), na Bolsa de Arte de São Paulo. A galeria fica na Rua Rio Preto, 63 – Jardim Paulista, Zona Sul da capital, e a visitação acontece das 11h às 19h.

Criado por Tarsila em 1923, quando ela morava com o poeta Oswald de Andrade em Paris, o diretor da casa de leilões Bolsa de Arte de São Paulo, Jones Bergamin, afirma que “A Caipirinha” pode ser considerada “a primeira obra realmente moderna do país”.

Recordes de Tarsila do Amaral

Considerada um dos nomes centrais da pintura brasileira do século 20, Tarsila do Amaral (1886-1973) já tinha batido outros recordes no exterior. Em 1995, o empresário argentino Eduardo Costantini adquiriu o quadro “Abaporu”(1928) por US$ 1,3 milhão durante um leilão em Nova York.

“Abaporu” foi um presente de Tarsila para o marido Oswald de Andrade e tornou-se ícone inaugural do Movimento Antropofágico brasileiro, idealizado por ambos em 1922. A obra passou a integrar a coleção do Museu de Arte Latina de Buenos Aires (Malba), fundado por Costantini em 2001, se tornando a principal atração do acervo.

Em 2019, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMa) incorporou à sua coleção a obra “A Lua” (1928), da própria Tarsila, por um valor que pode ter chegado a US$ 20 milhões. Mas essas transações foram feitas diretamente entre compradores, não em leilão público como aconteceu no Brasil nesta quinta-feira, afirma a casa de leilões que vendeu “A Caipirinha”.

Fonte: G1

Ponto de Vista

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