A BRINCADEIRA ALLIADA A ATIVIDADE FÍSICA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS – Patrícia Marques de Barros

A BRINCADEIRA ALLIADA A ATIVIDADE FÍSICA EM PACIENTES ONCOLÓGICOS –

A classe hospitalar, bem como, a classe domiciliar da Casa Durval Paiva, trabalham com o objetivo de minimizar as perdas educacionais dos pacientes assistidos pela instituição, desse modo, além de seguir a grade curricular, também são inseridos os projetos pedagógicos temáticos, que são trabalhados.

Considerando janeiro como um período de férias, a classe domiciliar não deixa de exercer seu papel, ou seja, de atuar com os atendimentos, mas, em especial, neste período, busca-se realizar atividades que promovam o bem estar físico e emocional dos alunos.

A brincadeira, aliada a atividade física, faz um bem enorme aos estudantes, além de ter uma ótima adesão. Por passarem muito tempo acamados e/ou debilitados, os movimentos corporais vão perdendo estímulos importantes, principalmente, em adolescentes e crianças, ainda em fase de crescimento.

Hoje, na era digital, tudo se torna mais difícil, tendo a tendência a estarem mais tempo deitados e/ou sentados, através da brincadeira, além de se divertirem, eles aprendem e se movimentar.
Utilizando materiais, como cordas, bambolês, bolas e tatames são exercitados a coordenação motora, orientação espacial, identificação corporal, lateralidade, equilíbrio, concentração, raciocínio lógico, liderança, colaboração e espírito de equipe.

O câncer pode deixar sequelas, inclusive físicas, daí a importância de atividades adaptadas. Em uma das tarefas, a ideia era jogar futebol, logo, o aluno A ficou intrigado, como vou jogar bola assim? (O mesmo tem diagnóstico de osteosarcoma; um tumor maligno ósseo, o que geralmente os deixam dependentes de muletas ou cadeira de rodas, durante algum tempo).

O que ele não sabia é que era “o futebol no pano”, um longo tecido, com abertura de um lado e do outro para marcar o gol, ele jogou sentado, sacudindo o tecido com as mãos e não se contia de tanta alegria.

Em seguida, a reflexão, que tudo na vida é adaptado e adaptável, para além do tratamento e dos conteúdos escolares, é importante trazer a brincadeira, também, como instrumento de aprendizagem e atividade saudável. Mostrando as infinitas possibilidades e capacidades de cada um, mesmo diante das suas limitações e particularidades.

 

 

 

 

 

 

Patrícia Marques de Barros – Pedagoga da Casa Durval Paiva

As opiniões contidas nos artigos são de responsabilidade dos colaboradores
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