O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o debate sobre a possibilidade de candidaturas avulsas nas disputas eleitorais. Mas, na sociedade, cada vez mai, as pessoas enxergam os postulantes a cargos eletivos como maiores do que os seus própriospartidos políticos. Nome crescente em todos os últimos levantamentos, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não está com seu nome atrelado a nenhum partido politico. O líder nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, é o grande nome de si mesmo e não do PT. Se ele não disputar e outro for escolhido em seu lugar, como Fernando Haddad, as intenções de voto despencam. O prefeito de São Paulo, João Doria, viaja o país, mesmo sem saber se será o escolhido pelo PSDB para concorrer à Presidência em 2018. Isso sem falar em outros nomes que são lembrados pela população, como o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Para a maioria das pessoas, as legendas são iguais e os próprios partidos colaboram para esse desgaste, quando, por exemplo, não demonstram transparência na prestação de contas para que as pessoas voltem a acreditar nos mecanismos de financiamento. Os partidos não estabelecem metas de desempenho, diferentemente das empresas. Essas, tornam-se confiáveis por terem estratégias de ação e colocarem isso em prática. A classe politica e as próprias legendas se acomodaram. O que torna ainda mais incerto o panorama para 2018.
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