MULHERES –

Vendo a revista Veja li à seguinte manchete: “Mulher é um bicho complicado”. Vi que pela primeira vez a ciência estava ao meu lado, ajudando-me a justificar o injustificável para a minha mulher, apenas discordando com o termo “bicho”. Acho a mulher qualquer coisa de fantástico, se eu pudesse teria 365, (sem sustentá-las) todas elas sem cobranças, porque quando do encontro com uma delas certamente viria à frase: – Ah morzinho, faz um ano que não te vejo, que saudade! Por falar nisto, para mim a mulher ideal é a chinesa, se voltasse a casar novamente só casaria com uma chinesa, sabes por quê? Porque só vive rindo e quando ela falasse, eu não ia entender patativa do que ela estava falando. Aí seríamos felizes para sempre.

Mas, no mês das mulheres lembrei-me de vários fatos que aconteceram comigo e com amigos e que a figura da mulher está presente, sem querer diminuir o seu valor.

Tem um amigo que nas noites das reuniões das quartas feiras na Confeitaria Atheneu seu celular não parava de tocar, era um trim, trim, trim, “cachorra da molesta”. Pacientemente o amigo atendia a todas e com uma frase decorada. – Môooor te amo, diga. Pois bem, o cidadão marcou com uma delas e na outra quarta comentou na mesa:

– Rapaz sai com uma fulana hoje, fui só para um motel e gastei 500 paus!

– Ta achando muito? (Perguntou outro) se eu for contar o que gasto com a minha mulher e quantas vezes eu saio com ela bota 500 pilas nisto.

Tinha a mania de “tocar” teclado ás seis horas da manhã, um dia, uma das vizinhas comentou:

– Guga, todo dia eu me acordo com seu órgão, acho tão gostoso.

– Fulana (respondi) o órgão que você acorda deve ser do seu marido, o meu com certeza não é.

Esta aconteceu com a minha. Estávamos na praia de Cotovelo e todos os dias, lá para as cinco e trinta da manhã, passava uma senhora vendendo tapioca. Como a nossa casa não tem portão, ela entrava até o terraço e aos gritos anunciava a sua venda, que eram vários tipos de tapioca. Certo domingo eu ainda estava de ressaca das cervejas tomadas no sábado quando a velha senhora adentrou e aos berros, foi anunciando as suas vendas. Abri a porta emputecido da vida e fui logo falando para ela.

– Olha, eu ainda vou largar minha mulher por conta destas tapiocas.

De pronto ela respondeu.

– Larga pru senhor vê, larga, o senhor vai arranjar uma muito mais pior que esta.

Dei uma gargalhada que acordei quase todo quarteirão, e Alzira que também acordara meio atordoada não entendia o porquê daquela minha alegria toda, a ressaca tinha terminado.

Uma bela tarde encontro-me com uma esposa de um grande amigo que quando me viu foi ao meu encontro e deu-me um grande abraço começando a chorar. Chorou tão alto, que chamou a atenção dos que passavam. Como não esperava aquela reação, fiquei esperando ela falar.

– Guga, estou muito triste, você não imagina, fulano me trocou por uma sirigaita bem mais nova do que eu, mas muito mais nova, uma menina, de quase vinte e cinco anos.

Eu ouvia a tudo calado pensei. “Ainda bem que o amigo não é burro, já pensou se trocasse por uma mais velha? ”.

Conta à esposa de um amigo, que depois da convalescença de uma plástica de barriga, teve uma enorme decepção. Convidou o maridão para aquele jantar e depois colocou aquela camisola para provocar o coitado, pois fazia muito tempo que não rolava nada.  Com suas armas femininas, levou o cidadão até o leito fatal. E pegue esfrega daqui, esfrega de lá, gira, rola, vai para cima, vai pra baixo, o cidadão foi pegando gás e crawl. Aí ele começou a gemer, e era uns ais, uns uis, os gemidos aumentando de uma maneira tal, que ela se espantou e parou (ela estava no comando) para perguntar ao maridão.

– Fulano? Será que eu fiquei tão gostosa para deixar você doido deste jeito?

– É não mô, (com voz trêmula) é que estou com uma baita de uma câimbra na minha perna.

Elas são maravilhosas, é como dizia o poeta “Por traz de um grande homem sempre existe uma grande mulher, por traz de um homem falido existem várias” e é bom que não esqueçam “Só uma alma sensível pode perceber outra”.

Parabéns a todas elas.

 

 

 

 

 

Guga Coelho Leal – Engenheiro e escritor, membro do IHGRN

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