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O Oriente Médio está vivendo um momento muito difícil para todos. Do lado palestino, parece ser o fim de um sonho e do lado israelense parece ser a realização de um sonho, tudo isso em decorrência da decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, que hoje (06) decidiu, por fim, transferir a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, desta maneira reconhecendo a cidade como sendo a capital de Israel, realizando assim o que tinha prometido aos judeus norte-americanos, em sua campanha eleitoral. Assim sendo, Trump telefonou para o Presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas; também falou com o presidente do Egito, Al-Sisi e com o rei da Jordânia, Abdullah II. A transferência da embaixada estava marcada para hoje (06), mas depois do caldeirão ferver no Mundo Árabe, principalmente por parte dos palestinos e seu representante, Abbas. Ele disse a Trump que a a mudança da embaixada iria ter consequências perigosas que com certeza levariam a um derramamento de sangue. A Casa Branca já avisou que essa mudança é um projeto para o segundo mandato, com o álibi de que a duração da construção da nova embaixada durará quatro anos. No meu ponto de vista, foi o umburuçu que gerou esse assunto, principalmente porque Abbas ligou para o Papa Francisco e teve o apoio dos presidentes da Rússia, França, Jordânia, Egito e Turquia. Abbas, como não poderia deixar de ser, foi o mais radical contra Israel, afirmou que caso a embaixada seja transferida, a Autoridade Palestina cortará relações diplomáticas com Israel. Toda essa polêmica é em razão de que no ano de 1967, Israel anexou a parte Oriental de Jerusalém, após a vitória da Guerra dos Seis Dias, justamente está área é reivindicada pelos palestinos para ser a capital de seu futuro Estado, do outro lado, o governo israelense afirma que Jerusalém é indivisível. Por sua vez, o Hamas e outras facções palestinas mais radicais, já pediram ao povo palestino para que saiam as ruas durante três dias e protestem contra essa decisão. Por último, os EUA pediram, nessa terça-feira (05), aos seus funcionários que evitem de ir a cidade velha de Jerusalém, por conta de possíveis manifestações e também pediu que os mesmos não visitassem cidades da Cisjordânia com Belém e Jericó, territórios palestinos, ocupados por Israel e próximos a cidade de Jerusalém.

 

(Mário Roberto Melo – Correspondente do Blog Ponto de Vista, em Tel Aviv)

 

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