6 de dezembro de 2016

DE PENSAR – José Delfino

DE PENSAR – Convenhamos, o mundo em que vivemos é um tanto desolador. E a existência um frágil fenômeno aleatório ordenado em nós de acordo com a teoria do caos e serendipidade. Vivemos fartos de tudo: do frio, do calor,  da fome, da abundância, da falta;  da alegria de ser, […]
29 de novembro de 2016

DE DOR E ARTE – José Delfino

DE DOR E ARTE – Poderia parecer pedantismo. A impressão de ostentar erudição afetada e livresca, compartilhar conhecimento não originariamente nosso. Mas quem lê, anota, copia e, fatalmente, pensa no que leu. Alguém já afirmou que somos o único animal que não sabe viver e que possui o privilégio da […]
22 de novembro de 2016

DE INTERAÇÕES POLÍTICAS E CULTURAIS – José Delfino

DE INTERAÇÕES POLÍTICAS E CULTURAIS –   Ouvir bossa nova e jazz seduz a muitos em todo o mundo e tais  interações étnicas em sociedades multirraciais ensejam interligações de caráter político-social que propiciam modificações no perfil das pessoas. O ponto comum que faz associarmos, à primeira vista, como genuinamente nossos […]
15 de novembro de 2016

DE RUMO – José Delfino

DE RUMO – O nosso ritmo biológico é cego e implacável. A gente nasce, cresce, reproduz, morre e, a rigor, qualquer estética ou estilo cultivado é como um disfarce. O chapéu que esconde o nosso olho. Vivemos a vida (ou deveríamos, pelo menos) e avançamos. Para isto nascemos, crescemos, namoramos, […]
8 de novembro de 2016

DE INTERAÇÃO NA INTERNET – José Delfino

DE INTERAÇÃO NA INTERNET –   Tenho meus hobbies , literatura policial , Shakespeare , Woody Allen , Chico Buarque , Borges , cinema , violão clássico , escrever , fazer poemas , beber , fumar , ser glutão , e conversar sacanagem com os amigos . Se tivesse que […]
27 de outubro de 2016

ARTIGO: José Delfino

DE AMIGOS DO PEITO – Fortuna minha conviver com certas figuras, à vezes lúcidas, às vezes loucas, às vezes lúdicas, ao meu redor. Pessoas que detêm o segredo do controle da sintonia fina da simpatia, da emoção, da piedade, da empatia e da ternura. Não diria que estariam todos no […]
23 de outubro de 2016

ARTIGO: José Delfino

DE UM LIVRO DE LEWIS CARROL  E SUA RELEITURA –  “Alice no País das Maravilhas” e suas várias versões cinematográficas são, a um só tempo tão subjetivas e surreais que, cada leitor ou espectador, deveria atribuir-lhes um sentido próprio, pessoal. Se deixar levar por Alice seria a proposta. E o […]
8 de outubro de 2016

ARTIGO: José Delfino

O MEMBRO DE NAPOLEÃO – Em  5 de maio de 1821 morreu Napoleão, data em que, também, cortaram-lhe o pênis. Amputado horas após sua morte e entregue, numa caixa segundo dizem, ao seu confessor. A amputação teria sido feita pelo médico francês Francesco Antommarchi, um anatomista que pouco entendia de […]
4 de outubro de 2016

ARTIGO: José Delfino

DO ATO DE ESCREVER –  Vou tentar lhes explicar. Toda vez que releio qualquer poema meu, bom, quase sempre tenho a sensação que não era exatamente o que eu queria dizer. Sobre o prazer psicológico de explicar a mim mesmo, sempre correndo o risco de não ser necessariamente entendido por […]
29 de setembro de 2016

ARTIGO: José Delfino

SESSÃO DUPLA – Duas versões de “Violência Gratuita” (Funny Games), um thriller brutal, foram filmadas por Michael Haneke, com dez anos de diferença. Uma, em 1997, na Alemanha. A outra, nos EUA, em 2007. As duas versões, a alemã e a americana, contrastam com obras como Assassinos por Natureza. Parecem […]
24 de setembro de 2016

ARTIGO: JOSÉ DELFINO

NUM BAR EM CASABLANCA – Do lado de fora, como que flutua, o letreiro . O nome iluminado numa bolha de néon, como se o lugar pudesse falar; como se fosse um personagem, o personagem principal de uma história. Recebo a saudação do porteiro que usa um fez na cabeça. […]
30 de agosto de 2016

ARTIGO: José Delfino

ATRIBULAÇÕES NUM DOMINGO – Madruguei pensando em João Cabral (que vi de longe, quando era menino): “E como faca que é / fervorosa e enérgica / sem ajuda dispara / sua máquina perversa : a lâmina despida / que cresce ao se gastar / que quanto menos dorme / quanto […]
16 de agosto de 2016

ARTIGO: José Delfino

NUM RESTAURANTE EM LONDRES – Aconteceu há exatos trinta e seis anos. Sobrevivíamos na Inglaterra eu, minha mulher e três filhos ,com os minguados cruzeiros da UFRN, convertidos em Libras Esterlinas. Do bolso lembro bem, da noite também: chovia a cântaros, o frio gelava os ossos. Do local nem tanto, […]
9 de agosto de 2016

ARTIGO: José Delfino

A ALMA DE JANUÁRIO CICCO – Tempo de vacas magras. O hospital das Clínicas em contenção de despesas. Dentre as austeras medidas, o corredor do hospital iluminado, aqui e acolá, por uma lâmpada de 40 watts. Um ambiente solitário,  escuro, um tanto lúgubre, propício, em tese, ao aparecimento de almas  do […]
30 de julho de 2016

ARTIGO: José Delfino

O BLUES E SUAS IMPLICAÇÕES – Do ponto de vista técnico, o blues é, na maioria das vezes, uma peça composta de estrofes de doze compassos, subdivididos em três grupos de quatro compassos ternários , sendo o segundo uma repetição do primeiro e o terceiro uma figura de arremate. Do […]