12 de abril de 2021

DOS ESPINHOS DO ISOLAMENTO – José Delfino

DOS ESPINHOS DO ISOLAMENTO – E eu aqui procurando administrar minha angústia. Abusando de racionalizações. Dos meus parcos e poucos mecanismos de defesa. Forçado a me esconder. Alternando, todo santo dia, todas as minhas máscaras. Afastado à força da multidão que costumava mergulhar deslumbrada em templos. Agora, só. E ela […]
1 de abril de 2021

DA FORMA DE FALAR E ESCREVER – José Delfino

DA FORMA DE FALAR E ESCREVER – Fumando e pensando aqui sobre um assunto interessante. Os erros de pronúncia. Como um que está sendo veiculado por ora nas redes sociais. Que teria sido cometido pelo Sr. Moro em recente entrevista, ao enunciar de forma errônea o nome próprio “Edith Piaf”, […]
25 de março de 2021

24 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DO DIREITO À VERDADE – José Delfino

24 DE MARÇO, DIA INTERNACIONAL DO DIREITO À VERDADE – Vi, dia desses, postada no Facebook uma tirada do escritor e futurologista Alvin Toflin, que diz assim: “Os analfabetos do século XXI não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender”. […]
11 de março de 2021

DE CAIPORA – José Delfino

DE CAIPORA – É um tanto difícil falar da essência de cada paixão. Discorrer sobre ela e seus desencontros é uma jornada de regresso feliz não muito assegurado. Daí eu pensar que mais vale a pena cultivar outras artes. Apesar de todas elas serem apaixonantes. Como a arte do olhar, […]
20 de janeiro de 2021

DE CARONA NO CORONA – José Delfino

DE CARONA NO CORONA – Estava vendo um comentário de Alexandre Garcia. Em meio a explanação ele saiu com esta “pérola”: “… e agora esta vacina que vai estar disponível no país, que funciona 50% pra uns e para a outra metade, não…”. Feita uma pausa de efeito, proposital, ele […]
18 de dezembro de 2020

JILÓ – José Delfino

JILÓ – Escolher a maneira de dizer o que se pensa é um risco calculado. Escrever, então, um artesanato complicado. Quando alguém me indaga se sou feliz, e isso acontece vez ou outra, invariavelmente digo que sim; pois não vem muito a propósito a gente se declarar infeliz. Não é […]
14 de dezembro de 2020

A RAPOSA E AS UVAS – José Delfino

A RAPOSA E AS UVAS – A ingestão de bebidas alcoólicas , por prazer , é um hábito milenar. O Velho Testamento é bastante compreensivo quanto a isso na medida em que só cita , mas não faz qualquer juízo de valor dos porres de Noé , por exemplo. “ […]
3 de dezembro de 2020

DEZEMBRO – José Delfino

DEZEMBRO – Ano bizarro, esse. Nunca perdi tantos amigos em tão pouco tempo. Mas, enfim, chegou dezembro, o mês do Natal. Os presentes, essas acomodações de sonhos e orçamentos, estarão escondidos em embrulhos coloridos. Bolas ocas de acrílico em diversas tonalidades, leves, frágeis, nas pontas dos galhos de pinheiros artificiais. […]
28 de novembro de 2020

DE CARONA NO COVID IV – José Delfino

DE CARONA NO COVID IV – Acordei, como sempre, retardado. Ávido em ler notícias de, pelo menos, uns três dias atrás. Convencido que a visão linear das coisas, como resultado direto da racionalidade, pode até chegar próxima da verdade. E fiquei pensando como as coisas acontecem um tanto ao azar. […]
25 de setembro de 2020

MANDEI OUTRO DIA DESSES. VOCÊ VIU? UM CHEIRO – José Delfino

MANDEI OUTRO DIA DESSES. VOCÊ VIU? UM CHEIRO – Sou , mas não mais estou, médico. Sabia? O afazer, aquela alquimia de ter que enfrentar a dor física dos outros, um dia chega ao limite temporal. Tantos anos, fazendo todo o santo dia a mesma coisa pra ganhar a vida, […]
17 de setembro de 2020

ALEGRIA TRISTE – José Delfino

ALEGRIA TRISTE – Praticando um breve exercício só para me adaptar aos textos curtos e impacientes da Internet. Como dizia o meu professor, o psiquiatra Severino Lopes , tudo é “treno” na vida. Aquele som peculiar que ele emitia, ao invés de dizer a palavra treino. E que a gente […]
14 de setembro de 2020

DE CARONA NA COVID-19 – José Delfino

DE CARONA NA COVID-19 – Acordei, pra variar, um retardado como sempre. Vencido, hoje, pela bola da vez, a diferença de fuso horário. O que adoro mesmo é ler notícias do dia anterior e assuntar extrapolações começando a se esboçar. Mas hoje chegou a ocasião da exceção à regra. Plugado […]
17 de junho de 2020

DE CARONA NO CORONA II – José Delfino

DE CARONA NO CORONA II – Quem gosta de viver socorre-se em fatos. Anota aí: a vida pareceria estar dentro de nós inserida não só naquilo em que se crê. Também na sua maquiagem. Aquilo com que a gente se pinta, se cobre, se veste, faz de conta e aparenta. […]
21 de maio de 2020

DA CARONA NO CORONA – José Delfino

DA CARONA NO CORONA – Vou baixar um pouco o nível pra tentar fazer-me, sabe Deus, entendido. Tô de saco cheio. Pensei que não ia ficar, mas estou. Sabe o porquê ? Porque até se chegar a uma vacina (a da AIDS ainda não deu o ar de sua graça) […]
19 de dezembro de 2019

REMINISCÊNCIAS – José Delfino

REMINISCÊNCIAS –  Donana chegou em casa com um recipiente de plástico transparente do tamanho de uma banana-maçã das pequenas. Olha que lindo e gostoso. Legumes tostados ao molho de gergelim , meu amor , comida vegana. Achei o colorido da gororoba bonito. Logo me vieram à mente as insípidas e […]
29 de novembro de 2019

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS – José Delfino

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS –  Pra nós mortais, em nossos guetos, é assim. Apesar de, pra ser confirmada a regra, também ter quem não concorda: a gente só vive no coração e na mente daqueles que nos querem bem. Por duas gerações, apenas. O resto se evapora no nosso […]
21 de agosto de 2019

DE CORRESPONDÊNCIAS LARGADAS NUM BAÚ – José Delfino

DE CORRESPONDÊNCIAS LARGADAS NUM BAÚ – Eu, ainda sobrevivendo. Ele, falecido. Engenheiro, inteligente, grande amigo, gozador. Perseguíamos dois objetivos distintos: ele, um PhD em Ecologia. Eu, um outro, em Anestesiologia. Os nossos papos, inesquecíveis. As suas cartas, após nossos caminhos cruzados – como se fossem – crônicas . Lancaster, 11 de […]
7 de agosto de 2019

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS – José Delfino

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS – Pra nós mortais, em nossos guetos, é assim. Apesar de, pra ser confirmada a regra, também ter quem não concorda: a gente só vive no coração e na mente daqueles que nos querem bem. Por duas gerações, apenas. O resto se evapora no nosso […]
5 de julho de 2019

DA MINHA NATUREZA AÉREA – José Delfino

DA MINHA NATUREZA AÉREA – Ah, esses homens intrépidos vestidos em seus uniformes de gala , adornados com quepes, óculos ray-ban escuros, bigodes démodé a la Erroll Flynn, que a natureza e a vaidade humana permitem, e suas máquinas voadoras. Os ecos dos ruídos mansos dos teco-tecos ( os “desinteira-famílias” […]
17 de maio de 2019

DE RACIOCÍNIO PERIFÉRICO SOBRE OS QUE EXCRETAM A ESMO – José Delfino

DE RACIOCÍNIO PERIFÉRICO SOBRE OS QUE EXCRETAM A ESMO – Negócio o seguinte: essa onda de exposições ao vivo de corpos nus excretando imensos bolos fecais em demonstrações escatológicas ambulantes com conotações eróticas, ditas de protesto (com todo o odor do indol e do escatol que o ar suporta e […]