19 de dezembro de 2019

REMINISCÊNCIAS – José Delfino

REMINISCÊNCIAS –  Donana chegou em casa com um recipiente de plástico transparente do tamanho de uma banana-maçã das pequenas. Olha que lindo e gostoso. Legumes tostados ao molho de gergelim , meu amor , comida vegana. Achei o colorido da gororoba bonito. Logo me vieram à mente as insípidas e […]
29 de novembro de 2019

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS – José Delfino

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS –  Pra nós mortais, em nossos guetos, é assim. Apesar de, pra ser confirmada a regra, também ter quem não concorda: a gente só vive no coração e na mente daqueles que nos querem bem. Por duas gerações, apenas. O resto se evapora no nosso […]
21 de agosto de 2019

DE CORRESPONDÊNCIAS LARGADAS NUM BAÚ – José Delfino

DE CORRESPONDÊNCIAS LARGADAS NUM BAÚ – Eu, ainda sobrevivendo. Ele, falecido. Engenheiro, inteligente, grande amigo, gozador. Perseguíamos dois objetivos distintos: ele, um PhD em Ecologia. Eu, um outro, em Anestesiologia. Os nossos papos, inesquecíveis. As suas cartas, após nossos caminhos cruzados – como se fossem – crônicas . Lancaster, 11 de […]
7 de agosto de 2019

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS – José Delfino

DA ESCALADA DE MONTANHAS IMPROVÁVEIS – Pra nós mortais, em nossos guetos, é assim. Apesar de, pra ser confirmada a regra, também ter quem não concorda: a gente só vive no coração e na mente daqueles que nos querem bem. Por duas gerações, apenas. O resto se evapora no nosso […]
5 de julho de 2019

DA MINHA NATUREZA AÉREA – José Delfino

DA MINHA NATUREZA AÉREA – Ah, esses homens intrépidos vestidos em seus uniformes de gala , adornados com quepes, óculos ray-ban escuros, bigodes démodé a la Erroll Flynn, que a natureza e a vaidade humana permitem, e suas máquinas voadoras. Os ecos dos ruídos mansos dos teco-tecos ( os “desinteira-famílias” […]
17 de maio de 2019

DE RACIOCÍNIO PERIFÉRICO SOBRE OS QUE EXCRETAM A ESMO – José Delfino

DE RACIOCÍNIO PERIFÉRICO SOBRE OS QUE EXCRETAM A ESMO – Negócio o seguinte: essa onda de exposições ao vivo de corpos nus excretando imensos bolos fecais em demonstrações escatológicas ambulantes com conotações eróticas, ditas de protesto (com todo o odor do indol e do escatol que o ar suporta e […]
25 de março de 2019

DE PERSPECTIVAS UM TANTO EMOCIONAIS – José Delfino

DE PERSPECTIVAS UM TANTO EMOCIONAIS – Auto cognominados estamos os animais “racionais e inteligentes”. Nossos horizontes são limitados por ideologias. Inseridas estão elas em nossos diversos sistemas sociais. Conceitos ditos “existenciais” estariam, cada vez mais, a perder o lado místico e a se relacionar mais a processamentos de dados, de […]
8 de março de 2019

DE COISAS QUE NÃO ME ARREPENDO – José Delfino

DE COISAS QUE NÃO ME ARREPENDO – Do medo de fazer as coisas, taí uma delas. A gente diz que não liga, mas liga. Tá no nosso subconsciente. Faz parte do inconsciente coletivo. Arraigado está no atavismo genético que rege tudo, até o instinto de sobrevivência em cada um de […]
19 de fevereiro de 2019

A DITADURA DAS CALORIAS – José Delfino

A DITADURA DAS CALORIAS – Às vezes penso como é encarada a relatividade do comportamento das pessoas às mudanças de imagens ao longo do tempo. Lembram da diferença da anatomia dos corpos retratadas em pinturas na era barroca e na atual ( sendo Botero uma honrosa exceção) ? Me fica […]
11 de dezembro de 2018

O SINISTRO DAS HORAS – José Delfino

O SINISTRO DAS HORAS – O maldito celular deu ocupado, o som feito repetidas reticências, indiferentes à minha angústia. O relógio voltou atrás no tempo… O estranho é que passei a pensar diferente. Entenda, eu não vou fazer você arruinar mais os seus dias: só queria lhe dizer isto. Não […]
3 de dezembro de 2018

DE SAÚDE PÚBLICA – José Delfino

DE SAÚDE PÚBLICA – Inda bem que não fomos nós. No imbróglio do “Mais Médicos”, me pareceria que o governo cubano antecipou a matança do porco. Encarou o óbvio. Desistiu rápido do grande prêmio, como saída honrosa. De véspera. Apostou no “quanto pior, melhor “, para nós. De “motu proprio”. […]
13 de novembro de 2018

O HOMEM QUE CALCULAVA – José Delfino

O HOMEM QUE CALCULAVA – Recebi a notícia da sua morte, faz uma semana. Viveu exatos 92 anos. Trocamos cartas por quase quatro décadas. Parte da última, não respondida, já um tanto sintomática: “Desde Janeiro deste ano mudei de endereço. Estou num asilo para idosos. Eles aqui tomam conta muito […]
28 de setembro de 2018

MINIMALIZANDO – José Delfino

MINIMALIZANDO – Não é nada, não. Só praticando um breve exercício “calistênico” tentando me adaptar aos textos curtos e impacientes da Internet. Como dizia o meu professor, o psiquiatra Severino Lopes, tudo é “trenno” na vida, meu filho, aquele som peculiar que ele emitia , ao invés de “treino”. E […]
29 de agosto de 2018

DE ZORRA ZAMBEMBE – José Delfino

DE ZORRA ZAMBEMBE – Na prática, é difícil arquitetar o nosso próprio destino. Por acaso a gente vem, vê , e com muita persistência e alguma sorte, faz conquistas. Muitas variáveis fogem de controle. Viver a vida perigosamente não se quer, mas é inevitável. O presente é a incógnita que […]
31 de julho de 2018

NOITE ADENTRO – José Delfino

NOITE ADENTRO – Depois de cessados o prazer e a tormenta das coisas distantes ou extintas, como objetos e utensílios que povoaram um dia os recantos da nossa casa; ou os entes queridos vivos ou mortos que aconteceram em nossas vidas; é normal a lembrança deles. O improvável (ou até […]
14 de julho de 2018

EM FUNÇÃO DO QUE ME DIZEM E QUE EU ACHO – José Delfino

EM FUNÇÃO DO QUE ME DIZEM E QUE EU ACHO – Não me admiro, ou esquento muito, com o que me vem à cabeça. Nem com a dúvida que vem junta. Me deparei, agora mesmo, pensando se realmente gosto de “esportes de massa”. Claro que gosto. Apesar de “esporte” ser […]
6 de julho de 2018

DE PEQUENOS PECADOS – José Delfino

DE PEQUENOS PECADOS – A cada um os seus desejos. Questão só de imaginá-los. O que me parece essencial para dar ânimo à vida. O princípio basilar da ética da convicção, se é que isto existe. Max Weber e Hegel já tocaram no assunto. Não vou dissecar o tema por […]
28 de junho de 2018

DE QUARTAS DE FINAL – José Delfino

DE QUARTAS DE FINAL – Escrever um conto parece ser fácil. Quem lê, nem adivinha a dificuldade. Nem o efeito das circunstâncias ao redor dele. Fui pro editor de texto com o argumento na cabeça já bem estruturado, LIGEIRA PAUSA PRA ARRUMAR A IDEIA, e comecei a digitar: “Fazia um […]
8 de junho de 2018

EU, VASCO MOSCOSO DO ARAGÃO – José Delfino

EU, VASCO MOSCOSO DO ARAGÃO – Voltei à Grã-Bretanha, país onde vivi uma diminuta parte da minha vida. Agora, numa excursão “carneirinho”, compatível com a minha idade. Dessas programadas de antemão nos mínimos detalhes restando ao usuário só concordar com o que vai dizer o guia, mas nem sempre (por […]
18 de abril de 2018

DE TENTATIVAS VÃS – José Delfino

DE TENTATIVAS VÃS – Tudo o que se escreve já foi escrito. Singular só a interpretação de quem lê a partir da forma como se vê o tema de novo exposto. Às vezes a abordagem é dolorosa e pungente e, apesar de pouco ter o que atenue ou suavize a […]